Arujá é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo (Alto Tietê). Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 91 157 habitantes.

Arujá possui 97,70 km² sendo 58,7 km² de área urbana e 39 km² de área rural, sendo que 52% de seu território é considerado área de proteção de mananciais da Região Metropolitana de São Paulo. Seu ponto mais alto fica no bairro do Mirante, mais precisamente no campo de futebol do bairro, onde temos uma altitude de 900 metros acima do nível do mar. O ponto mais baixo fica na Rodovia Pedro Eroles, a Rodovia Mogi-Dutra (SP-088), na altura do quilômetro 37,5, número 5.353, onde temos 690 metros acima do nível do mar. Seu centro fica a uma altitude média de 790 metros de altitude. Localiza-se numa altitude média de 755 metros. Arujá é o local mais elevado da Rodovia Presidente Dutra, local este, onde a rodovia alcança cerca de 830 metros de altitude, sendo o ponto mais baixo desta rodovia em São João de Meriti no Rio de Janeiro, a apenas 5 metros acima do nível do mar.

Arujá é um município que apresenta uma preservação ambiental bastante visível, sendo considerada um dos “pulmões” de área verde no estado e na Região Metropolitana de São Paulo. O que faz o município ter a alcunha de “Cidade Natureza”.[9]

Seus limites são Santa Isabel a norte e nordeste, Mogi das Cruzes a sudeste, Itaquaquecetuba a sul e Guarulhos a oeste e noroeste.

ARUJÁ (SP) – HISTÓRICO

Arujá surgiu com um simples traçado de uma estrada vicinal, que saía da Praça da Sé, passava pelo Brás, Penha, Guarulhos, Bonsucesso e Arujá até chegar ao Rio de Janeiro. Esta estrada era usada por tropeiros que se dispersavam pela floresta afora, sentido Vale do Paraíba – Rio de Janeiro. Estes tropeiros eram conhecidos como “faisqueiros”. Estes “faisqueiros” eram os responsáveis pelo contato com os índios, extraíam ouro do Rio Jaguari, levando-o para Bonsucesso e de lá para Guarulhos.
Arujá, no período anterior à 1.700, exibia sua flora e fauna mantidas em seu “habitat” natural. Não havia nenhuma intervenção urbana, enquanto que seus caminhos serviam de artérias de seu sistema de habitação natural.
A descoberta do ouro foi o primeiro passo para o seu desenvolvimento. Pequena aldeia e depois povoado, o que se sabe, é que além da extração do ouro, foi a extração de produtos vegetais como a madeira, em escala mais acentuada, o passo decisivo de seu desenvolvimento, pois servia de fonte de energia industrial e doméstica para São Paulo, em sua fase de urbanização.
A extração desordenada de produtos vegetais contribuiu com a primeira devastação vegetal na região. Conforme investigação, em vários pontos da mancha vegetal existiam sulcos retangulares caracterizando grandes covas, conhecidas como “carvoeiras”. A queima de madeira em grande quantidade, coberta com capim e terra, com um respiro numa das extremidades, ficava queimando durante 3 dias ou mais, transformando a madeira em carvão vegetal.
Assim, no período do século XIX ao XX, a flora e a fauna foram devastadas quase que totalmente. Enquanto isso, os próprios canteiros de assentamento das “carvoeiras” transformaram-se em moradias, inserindo grandes manchas de plantações de subsistência. Em conseqüência disso, deu-se a origem de maiores fazendas: cafeeiras, açucareiras, etc., contribuindo para o aparecimento das primeiras manchas urbanas, caracterizando um núcleo de comunidade que se concentrava na antiga estrada vicinal denominada Arujá-Bonsucesso, também conhecida como estrada São Paulo-Rio. Naquele período de povoamento no trecho compreendido ao lado da Igreja Senhor Bom Jesus de Arujá, logo suas margens foram edificadas, permanecendo assim até a década de 50 do século XX.
À partir dessa década de 50, surgiram os primeiros loteamentos na área central, implantando-se os primeiros condomínios, em 1974 a Prefeitura de Arujá informatiza-se. Manchas urbanas estabeleceram-se até a década de 80. Outros empreendimentos envolveram a orla central da cidade tendendo para a direção norte e leste, sendo que esses loteamentos pertenciam à classe mais popular. Este avanço limitou-se no divisor de mananciais e nas superfícies íngremes, limitada esta orla por uma barreira física.

À partir dos anos 90, além do Centro Industrial, da arborização, dos Clubes de lazer e esportes e de dois Golf Clubes, a cidade toma novo impulso com a implantação de novos condominios horizontais.
Diz a tradição, que uma das histórias mais conhecidas sobre a origem da capela do Senhor Bom Jesus, que por volta de 1741 uma imagem de Jesus Cristo foi encontrada pelos índios no lugar onde hoje está situada a igreja do Senhor Bom Jesus. Recebeu a imagem o nome de Senhor Bom Jesus do Arujá. A cidade desenvolveu-se em torno da devoção à imagem.
Conta ainda a tradição que foi construída uma orada para abrigar a imagem. Por várias vezes a imagem foi retirada da orada e levada para fazendas próximas. Por milagre, segundo a crença do povoado, ou arrependimento dos fazendeiros, a imagem sempre retornava para a orada.
Foi então que sitiantes da região, impressionados com o fato e sua repercussão, passaram a acreditar que a imagem queria que fosse construída uma capela naquele lugar. Esta foi então construída por escravos, na mesma época.
A vila de Arujá teve origem com a capela do Senhor Bom Jesus, seu Padroeiro, construção iniciada em 1781, por José de Carvalho Pinto e concluída por seu irmão, o Capitão João de Carvalho Pinto.
A capela do Senhor Bom Jesus de Arujá foi ereta em capela curada em 3 de julho de 1839, tendo obtido nesta mesma ocasião as provisões de ereção e bênção.
Em 8 de junho de 1852, por Lei sancionada por Hipólito José Soares, presidente da Província de São Paulo, cuja Lei tomou o nº 4, sendo sancionada nessa mesma data. Nessa época Arujá pertencia ao vizinho Município de Mogi das Cruzes. A data oficial do “Dia do Município” é o de 8 de junho, reconhecido pelo governo estadual através da publicação no Diário Oficial do Estado do dia 27 de janeiro de 1967, Decreto nº 47.664, de 26 de janeiro de 1967 e Lei Municipal nº 21/61, de 21 de setembro de 1961.
A data oficial do Padroeiro da Cidade “Senhor Bom Jesus de Arujá”, 06 de Agosto, foi determinada pela Lei Municipal nº 01/62, de 12 de abril de 1962.
Ainda pertencendo a Mogi das Cruzes, Arujá foi elevada a freguesia em 8 de junho de 1852, e, neste mesmo ano, a distrito de paz. Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto Estadual nº 9.775/38, foi incorporado ao município de Santa Isabel. Arujá foi, finalmente, elevado a município em 18 de fevereiro de 1959 em lei sancionada pelo DD. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Francisco Franco. Lei Estadual nº 5.285, elevando Arujá à Município.
Atendendo aos dispositivos da Constituição Estadual de 1959, a instalação solene do Município de Arujá realizou-se em 1º de janeiro de 1960, sob a presidência do MM. juiz de direito da Comarca de Santa Isabel, Doutor Jacintho Elias Rocha Brito. . A data oficial do Dia do Município é a sua elevação a freguesia: 8 de junho. O primeiro prefeito foi Júlio Barbosa de Souza, de 1960 a 1963.
Em 9 de abril de 1985 a cidade adota pela Lei Municipal nº 634/85 o cognome “Cidade Natureza”.

 

1- Dr. João Mendes de Almeida, no seu “Dicionário Geográfico da Província de São Paulo” (1902), tem como certo que Arujá tem origem em “limo, lama, folhagem seca, detritos vegetais”.
2- Prof. Afonso de Freitas afirma que em seu “Dicionário dos Municípios do Estado de São Paulo”(1985): “Arujá é nome de um rio nascido na vila de Mogi das Cruzes”.
3- Frei Francisco dos Prazeres Maranhão (1890), no seu “Glossário de Palavras Indígenas”, diz que Arujá significa “morada de sapos”, embora não exista nessa palavra referência a sapo.
4- O padre Manoel da Fonseca, da Cia. de Jesus, no ano de 1752, escreve em seu livro “Vida do venerável padre Bechior de Pontes”, pág. 133: “ As serras de Arujá, onde parece que se foram os raios, e coriscos, como naquele lugar estivesse a oficina de Vulcano, mas com tal segurança, vivem os índios naquele sitio debaixo da proteção de Nossa Senhora da Ajuda”. Os padres da Cia. de Jesus chamavam Arujá de “Serras dos Raios”. Por este motivo, Arujá não teve aldeia indígena, os índios habitavam em buracos feitos no chão para se protegerem dos raios.
5- Mas a interpretação que prevaleceu como oficial foi a de Teodoro Sampaio, na sua obra, “O Tupi na geografia nacional” (1928), “abundantes de peixinhos barrigudinhos ou guarus”, o que pode ser cardumes de guarus.

 

Informações

Região metropolitana

São Paulo

Municípios limítrofes

Santa IsabelMogi das CruzesItaquaquecetuba e Guarulhos

Distância até a capital

Até 41 km

História

Fundação

8 de junho de 1852 (168 anos)

Emancipação

18 de fevereiro de 1959 (62 anos)

Aniversário

8 de junho

Administração | Prefeito

Luis Antonio de Camargo (PSD, 2021 – 2024)

 

Características Geográficas

Área total IBGE/2019

96,167 km²

População total (estimativa IBGE/2020)

91 157 hab.

Posição

SP: 94º

Densidade

947,9 hab./km²

Clima

Subtropical

Altitude

755 m

Fuso horário

Hora de Brasília (UTC−3)

CEP

07400-001 até 07499-999

Indicadores

IDH (PNUD/2013)

0,784 — alto

PIB (IBGE/2018)

R$ 6 155 414,34 mil

PIB per capita (IBGE/2018)

R$ 69 588,09

Outras Informações

Padroeiro

Senhor Bom Jesus de Arujá

Sítio

www.prefeituradearuja.sp.gov.br (Prefeitura)
camaraaruja.sp.gov.br (Câmara)